Transcrição da Reportagem: Jornal Agora (Outubro de 2014)
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EX-GUERRILHEIRO SANDINISTA ENVIA CARTA ABERTA À PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF E ALERTA PARA OS RISCOS À DEMOCRACIA
O documento de nove laudas contém uma análise crítica das ações do governo e de erros na política externa e de direitos humanos.
Numa carta aberta encaminhada à presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, o ex-guerrilheiro nicaraguense e de formação Marxista-Leninista de carteirinha, René Reyes, conta que vive no exílio no Brasil desde 1981, país que ama como se fosse a sua segunda pátria e com filhos nascidos aqui. Ele diz que "não gostaria, companheira Dilma, do fundo do meu coração, que o Brasil caísse nas mãos do Comunismo, como vejo que está acontecendo, desde que o companheiro Lula e o PT assumiram o comando do governo".
Ele conta que fala em nome dos cubanos, nicaraguenses, venezuelanos e por todos aqueles que vivem aqui no exílio e que, por medo de represálias de parte do governo do PT, não conseguem falar, por receio de serem deportados ou expulsos como aconteceu com os atletas cubanos que pediram asilo nos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro "ao tentarem fugir das garras do tirano Transatônico da América, o seu companheiro, Fidel Castro". O grupo acabou preso pela Polícia Federal sob o comando do então ministro da Justiça Tarso Genro, e deportados na calada da noite em avião cedido pelo funesto ditador da Venezuela, Hugo Chávez.
Na carta ele diz que tem medo, "não de ser preso e deportado pelo seu regime. Tenho medo de que meus filhos e os filhos de milhões de brasileiros vivam na escravidão socialista, igual aos governos que antes mencionei mantêm os seus cidadãos. É por isso que escrevo esta carta, mesmo sabendo das possíveis consequências, pois já sofri na pele, aqui no Brasil, a perseguição e destruição da minha vida civil por parte de um promotor público petista, só por ter opinado que discordava da política externa do PT por apoiar regimes autoritários e ditatoriais".
A retórica dos pobres e excluídos: René Reyes diz também temer que no Brasil aconteça o que aconteceu no seu país, em Cuba e Venezuela, onde em nome da "Luta pelos Pobres e Excluídos", se instalou uma elite corrupta dos "comandantes". "Essa elite que vive no maior luxo enquanto dão migalhas às massas das quais se aproveitam e onde também não existem condições mais de sermos livres e poder eleger democraticamente o nosso presidente", complementou.
O documento enviado ao Agora e com nove laudas, é dividido em nove pontos e René Reyes assinala que "todo mundo sabe do amor incondicional que o Lula e o PT tem pela ditadura dos irmãos Castro e que a maioria dos fundadores deste partido e agora condenados do mensalão, José Dirceu e José Genoino, só para mencionar alguns, foram made in Cuba, isto é, fabricados ideologicamente em Cuba".
O ex-guerrilheiro pede a Dilma Rousseff que não se esqueça que "nós fomos presos políticos também, companheira, pela mesma causa: combater uma ditadura". E cita o caso da blogueira cubana Yoani Sánchez, perseguida pelos irmãos Castro e que, em 2013, durante uma visita ao Brasil, pediu uma audiência à primeira mandatária da nação que se recusou a recebê-la.
Médicos Cubanos Quanto à importação dos médicos cubanos para o Mais Médicos, René Reyes questiona como é possível que o Brasil, um país que se diz democrático e no exercício do Estado Democrático de Direito, paga aos profissionais menos da metade do que os outros profissionais contratados pelo mesmo programa, beneficiando a ditadura cubana com um aporte de recursos, e que a diferença vai para os cofres dos irmãos Castro. Lembra que aqui no Brasil estes médicos são monitorados por um responsável em cada cidade e que, por isso, eles têm que pedir permissão para poder sair da cidade em que se encontram num raio de vinte vezes pelo imprensa e em depoimento de outro ex-guerrilheiro arrependido das FARCs.
Cita ainda o Foro de São Paulo, "criado por Fidel e o Lula, que está aí como um organismo criado pelo seu partido para servir de caverna a estes e outros terroristas. Ora, companheira, pela lógica, se eu apoio um grupo que é aliado e financiado pelo narcotráfico, eu sou cúmplice pelo narcotráfico e responsável indireto pelo consumo do crack e da cocaína no Brasil e pelos milhares de viciados que existem. Infelizmente dentro destes milhares está um filho meu, brasileiro, companheiro. Isto para mim é um cinismo dos maiores que eu já vi da parte do seu governo que por um lado diz combater o narcotráfico e de outro apoia o seu braço armado, as FARCs! Aliás, isto sem mencionar que o PT do Brasil apoia e financia o governo boliviano, que é o segundo maior produtor de Coca no mundo, outro regime de moldes comunista que seguem a cartilha do Fidel Castro, inclusive vocês vêm tentando deportar um senador opositor que conseguiu se refugiar no Brasil, graças à ação heroica de um funcionário do Itamaraty, e que está sendo implacavelmente perseguido por ter denunciado o narco-estado Boliviano do índio Morales".
Lamenta ainda o apoio do governo brasileiro ao regime corrupto e autoritário da Venezuela e diz temer que ocorra aqui o que aconteceu na Nicarágua, onde o governo corrupto e inconstitucional de outro comandante apoiado pelo PT, Daniel Ortega, tem levado ao derramamento de sangue de irmãos e mergulhado o país na miserável lista de segundo país mais pobre da América Latina, quando no tempo da ditadura foi o mais rico da América Central.
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